SINDSEMPMG participa de reunião do Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida que tratou das principais pautas de lutas para 2022

SINDSEMPMG participa de reunião do Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida que tratou das principais pautas de lutas para 2022

A Coordenadora Nacional da ACD, Maria Lúcia Fattorelli, se reuniu com diversas lideranças sindicais fazendo um balanço das atividades da organização e apontando os principais desafios da classe trabalhadora

O SINDSEMPMG participou, na manhã desta sexta-feira (18/02), da reunião do Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida que tratou de temas de interesse de todo cidadão e cidadã brasileira, principalmente daqueles pertencentes à classe trabalhadora.

A Coordenadora Nacional da ACD, Maria Lúcia Fattorelli, conduziu a reunião apresentando uma análise da atual conjuntura política socioeconômica do país e destacou a importância do enfrentamento às distorções causadas pelo Sistema da Dívida Pública imposto e alimentado pela elite financeira.

Maria Lúcia pediu apoio e adesão das entidades sindicais às campanhas da ACD e divulgação em massa das informações para conscientização da população a respeito do atual modelo econômico que privilegia o setor financeiro nacional e internacional.

O Secretário de Assuntos Institucionais do SINDSEMPMG, Diretor de Assuntos do Ministério Público da CSPB e Secretário-Geral da NCST, Eduardo Maia, ressaltou a importância de manter a pauta da ACD na agenda das Centrais Sindicais: “Importante levar a temática do serviço da dívida para o centro de discussões das centrais sindicais. Teremos, em breve, uma pauta para ser aprovada no conjunto das centrais sindicais. Na oportunidade, nós, dirigentes da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST estaremos reforçando a importância de colocar, no centro da agenda sindical, a auditoria da dívida pública brasileira”.

A Secretária de Formação e Política Sindical do SINDSEMPMG e Diretora Suplente da Infância, Adolescente e Juventude da CSPB, Fanny Melo, ressaltou a importância de fomentar a realização do curso promovido pela ACD, principalmente entre as lideranças sindicais.

Fanny relembrou a ação realizada pelo SINDSEMPMG, em junho do ano passado, que proporcionou a participação de membros de sua diretoria na 9ª edição do curso “A Dívida dos Estados e a necessidade de Auditoria”, além de sortear bolsas entre seus filiados: “Conseguimos dar para as nossas lideranças do SINDSEMPMG a dimensão da gravidade que é esse Sistema da Dívida Pública e como as nossas lutas estão relacionadas com esse Sistema. Precisamos entender e combater. Nós ficamos apagando muito incêndio e atacando as consequências, mas, na verdade, o Sistema da Dívida Pública tem nos imposto graves prejuízos ao longo da nossa história de país”.

O risco da adesão de Minas Gerais ao RRF

Em sua fala, o Coordenador-Geral do SINDSEMPMG, Eduardo Amorim, contextualizou a gravidade do cenário de ameaças aos serviços públicos e ao Estado de Minas Gerais com a pressão do Governador Romeu Zema para aprovar a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, que chamou de “Regime de Devastação Total”: “Estamos vivendo um dos períodos mais difíceis da história do país, em todos os sentidos, e aqui em Minas estamos enfrentando um pesadelo, uma ‘tempestade perfeita’. Todos nós aqui sabemos que esse Regime é um desastre que acaba com todos os direitos dos servidores e transforma, a grosso modo, o Estado de Minas em um território da União em que três burocratas definirão o destino dos recursos do orçamento”.

Amorim destacou ainda que essa tentativa de inserir Minas Gerais no RRF possui apenas um objetivo: gerar superávit para o mercado. Ele explica que a adesão não se justifica diante da arrecadação bilionária do Estado, mas Zema tem “maquiado” os números para tentar sustentar seus argumentos e completa: “a dívida do Estado é absurda. Cerca de 50% é indevida. Além disso, Minas era para estar nadando em dinheiro, porque o Governador de Minas abriu mão de R$135 bilhões em créditos da Lei Kandir”

Conjuntura Crise fabricada para “assaltar” o orçamento nacional

“O Brasil tem quase R$ 5 trilhões em caixa. O montante desses recursos está disponível para atender a interesses escusos e pouco compreendidos do serviço da dívida, o maior de todos os problemas das contas públicas”, denunciou a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Maria Lúcia Fattorelli.

Fattorelli, na ocasião dos debates, elencou as principais mediadas restritivas que colaboram com esse acúmulo de recursos postas a serviço do capital financeiro, são elas:



Na oportunidade a coordenadora nacional da ACD também desconstruiu, com números do próprio governo, as falácias reproduzidas na imprensa e nos veículos oficiais de que o país não “decola economicamente” por conta de despesas com o funcionalismo, das despesas sociais, e de uma fictícia “rolagem de juros”.  Abaixo o gráfico da escalada, em bilhões, do crescimento da dívida interna brasileira e seus principais agentes causadores.

Clique AQUI e acesse todas as lâminas de apresentação da análise de conjuntura que abriu as discussões na reunião virtual

Por fim, as lideranças sindicais participantes reforçaram o apoio à Auditoria Cidadã da Dívida, alinharam ações de enfrentamento às pautas de fomento ao Sistema da Dívida Pública e se comprometeram a dar visibilidade às campanhas da ACD.

 

Fonte: Assessoria de comunicação SINDSEMPMG
Com informações de Secom/CSPB e Auditoria Cidadã da Dívida - ACD

Publicado em 18/02/2022 às 16:58

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