Zema enviará projetos de recuperação fiscal à Assembleia nas próximas semanas
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A Coordenadora Nacional da ACD, Maria Lúcia Fattorelli, se reuniu com diversas lideranças sindicais fazendo um balanço das atividades da organização e apontando os principais desafios da classe trabalhadora
O SINDSEMPMG participou, na manhã desta sexta-feira (18/02), da reunião do Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida que tratou de temas de interesse de todo cidadão e cidadã brasileira, principalmente daqueles pertencentes à classe trabalhadora.
A Coordenadora Nacional da ACD, Maria Lúcia Fattorelli, conduziu a reunião apresentando uma análise da atual conjuntura política socioeconômica do país e destacou a importância do enfrentamento às distorções causadas pelo Sistema da Dívida Pública imposto e alimentado pela elite financeira.
Maria Lúcia pediu apoio e adesão das entidades sindicais às campanhas da ACD e divulgação em massa das informações para conscientização da população a respeito do atual modelo econômico que privilegia o setor financeiro nacional e internacional.
O Secretário de Assuntos Institucionais do SINDSEMPMG, Diretor de Assuntos do Ministério Público da CSPB e Secretário-Geral da NCST, Eduardo Maia, ressaltou a importância de manter a pauta da ACD na agenda das Centrais Sindicais: “Importante levar a temática do serviço da dívida para o centro de discussões das centrais sindicais. Teremos, em breve, uma pauta para ser aprovada no conjunto das centrais sindicais. Na oportunidade, nós, dirigentes da Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST estaremos reforçando a importância de colocar, no centro da agenda sindical, a auditoria da dívida pública brasileira”.
A Secretária de Formação e Política Sindical do SINDSEMPMG e Diretora Suplente da Infância, Adolescente e Juventude da CSPB, Fanny Melo, ressaltou a importância de fomentar a realização do curso promovido pela ACD, principalmente entre as lideranças sindicais.
Fanny relembrou a ação realizada pelo SINDSEMPMG, em junho do ano passado, que proporcionou a participação de membros de sua diretoria na 9ª edição do curso “A Dívida dos Estados e a necessidade de Auditoria”, além de sortear bolsas entre seus filiados: “Conseguimos dar para as nossas lideranças do SINDSEMPMG a dimensão da gravidade que é esse Sistema da Dívida Pública e como as nossas lutas estão relacionadas com esse Sistema. Precisamos entender e combater. Nós ficamos apagando muito incêndio e atacando as consequências, mas, na verdade, o Sistema da Dívida Pública tem nos imposto graves prejuízos ao longo da nossa história de país”.
O risco da adesão de Minas Gerais ao RRF
Em sua fala, o Coordenador-Geral do SINDSEMPMG, Eduardo Amorim, contextualizou a gravidade do cenário de ameaças aos serviços públicos e ao Estado de Minas Gerais com a pressão do Governador Romeu Zema para aprovar a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, que chamou de “Regime de Devastação Total”: “Estamos vivendo um dos períodos mais difíceis da história do país, em todos os sentidos, e aqui em Minas estamos enfrentando um pesadelo, uma ‘tempestade perfeita’. Todos nós aqui sabemos que esse Regime é um desastre que acaba com todos os direitos dos servidores e transforma, a grosso modo, o Estado de Minas em um território da União em que três burocratas definirão o destino dos recursos do orçamento”.
Amorim destacou ainda que essa tentativa de inserir Minas Gerais no RRF possui apenas um objetivo: gerar superávit para o mercado. Ele explica que a adesão não se justifica diante da arrecadação bilionária do Estado, mas Zema tem “maquiado” os números para tentar sustentar seus argumentos e completa: “a dívida do Estado é absurda. Cerca de 50% é indevida. Além disso, Minas era para estar nadando em dinheiro, porque o Governador de Minas abriu mão de R$135 bilhões em créditos da Lei Kandir”
Conjuntura Crise fabricada para “assaltar” o orçamento nacional

“O Brasil tem quase R$ 5 trilhões em caixa. O montante desses recursos está disponível para atender a interesses escusos e pouco compreendidos do serviço da dívida, o maior de todos os problemas das contas públicas”, denunciou a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Maria Lúcia Fattorelli.
Fattorelli, na ocasião dos debates, elencou as principais mediadas restritivas que colaboram com esse acúmulo de recursos postas a serviço do capital financeiro, são elas:

Na oportunidade a coordenadora nacional da ACD também desconstruiu, com números do próprio governo, as falácias reproduzidas na imprensa e nos veículos oficiais de que o país não “decola economicamente” por conta de despesas com o funcionalismo, das despesas sociais, e de uma fictícia “rolagem de juros”. Abaixo o gráfico da escalada, em bilhões, do crescimento da dívida interna brasileira e seus principais agentes causadores.

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Por fim, as lideranças sindicais participantes reforçaram o apoio à Auditoria Cidadã da Dívida, alinharam ações de enfrentamento às pautas de fomento ao Sistema da Dívida Pública e se comprometeram a dar visibilidade às campanhas da ACD.
Fonte: Assessoria de comunicação SINDSEMPMG
Com informações de Secom/CSPB e Auditoria Cidadã da Dívida - ACD
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