
Artigo: Os servidores públicos estão salvando o Brasil
Esperança de superar pandemia está na Fiocruz, Anvisa, Butantan, SUS...
O governador Romeu Zema (NOVO) afirmou na última sexta-feira, 12, que deve apresentar a proposta da Reforma da Previdência estadual ainda esta semana à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Diante da ameaça, entidades sindicais e associativas mineiras se reuniram nessa terça-feira, 16, para traçar estratégias para barrar a proposta.
Esse primeiro encontro virtual contou com a participação das seguintes entidades representativas dos servidores: Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais-SINDIFISCO-MG, Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas Gerais-AFFEMG, Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado de Minas Gerais-SERJUSMIG, Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância do Estado de Minas Gerais-SINJUS e Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado de Minas Gerais-SINDSEMP MG.
Houve consenso por parte dos presentes de que não é possível o exercício pleno da democracia, com ampla participação e debate da sociedade e interessados durante a pandemia, com medidas necessárias de isolamento social. Direito garantido pela Constituição Federal, previsto no art. 58, § 2º, inciso II, da Carta Magna, as audiências públicas são ferramentas importantes da participação popular em debates polêmicos, e no momento também estão inviabilizadas, bem como a participação no Plenário da ALMG.
Apesar das lamentações do governo sobre a crise financeira do estado, os representantes dos Servidores reafirmam que apontar o Servidor Público, mais uma vez, como responsável pelo problema e, portanto, por sua solução, não irá resolver a questão. As entidades reunidas nesta terça-feira apontam como saída outras ações na política fiscal do estado, como rever isenções e desonerações fiscais, trabalhar a receita, dentre outras medidas.
No entanto, as reformas e alterações na legislação têm como alvo principal o Servidor Público. Ainda na sexta-feira, Zema disse que a proposta da reforma virá com alíquotas progressivas, mas não houve menção dos valores. Sabe-se que uma portaria do Ministério da Economia determina que as reduções ou aumentos de alíquotas devem corresponder, no mínimo, às adotadas na reforma da Previdência federal, entre 7,5% (para quem recebe até um salário mínimo) e 22% (para quem recebe mais de R$ 39 mil por mês).
O coletivo de entidades irá lutar contra a Reforma da Previdência em Minas Gerais pois entende que há alternativas de viabilidade econômica do Estado sem a necessidade de suprimir direitos dos servidores públicos.
Novos encontros serão realizados para unir ainda mais forças nesta luta, com a participação de outras entidades representativas dos Servidores Públicos, a exemplo do Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas de Minas Gerais-SINTC MG, já confirmado.
O Servidor não é bode expiatório!
Fonte: SERJUSMIG
Publicado em 16/06/2020 às 21:13Esperança de superar pandemia está na Fiocruz, Anvisa, Butantan, SUS...
Proposta de reforma já aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados manteve as administrações estaduais de fora das novas regras.