Notícias / Nota média do servidor público é 9,8, aponta estudo do governo federal

 

 

A mesma qualidade pode ser facilmente encontrada nas esferas estadual e municipal

 

 

Com base na análise de 275.464 servidores, de mais de 30 planos de carreiras, o Ministério da Economia concluiu que nota média de avaliação dos funcionários públicos é de 9,8. Entre as carreiras pesquisadas estão as do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE), Plano Especial de Cargos do Ministério da Fazenda (PecFaz), as carreiras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Previdência, Saúde e Trabalho e da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), entre outros. “Este grupo foi selecionado porque o resultado da avaliação de desempenho impacta diretamente em sua remuneração mensal. Os dados são da folha de pagamentos de maio de 2019”, informou o órgão.

Para o presidente da Associação Nacional dos Servidores Públicos, da Previdência e da Seguridade Social (Anasps), Alexandre Lisboa, independentemente da intenção do governo em divulgar o resultado, o fato é que o “próprio ministério reconhece a competência do servidor”. Entre a categoria, há quem considere que o objetivo do secretário de Desburocratização, Paulo Uebel, ao divulgar o resultado foi o de endurecer a avaliação na reforma administrativa.

“Seja como for, que essa reforma venha para suprir a falta de quadros”, destacou Lisboa. Segundo o presidente da Anasps, na Previdência, já existe um processo de avaliação em curso com base na equação matemática de número de processos solucionados e quantidade de atendimentos. Fórmula que deu certo enquanto havia trabalhadores em quantidade suficiente.


João Luís Rodrigues Nunes, presidente do Sindicato dos Administrativos da Polícia Federal (SinpecPF), afirmou que, todos os anos, os administrativos são avaliados pela assiduidade, desempenho, relacionamento com os colegas e julgamento dos beneficiários para aqueles que estão no atendimento. “Temos também anualmente curso de capacitação. A reforma administrativa não precisava tocar nesse ponto. É um pretexto para mexer na estabilidade e reduzir salários”, destacou.

 

Fonte: Correio Braziliense


Publicado em 14/11/2019 às 16:26

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