#Setembro Amarelo – Precisamos falar sobre prevenção ao suicídio

#Setembro Amarelo – Precisamos falar sobre prevenção ao suicídio

 

A falta de regulamentação e combate ao assédio moral pode levar servidores a casos extremos

 

 

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e pelos números oficiais, é a causa de morte de 32 brasileiros por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Não falamos dele. A mídia evita por medo de aumentar os números, as pessoas esquivam-se por medo do assunto em si e com isso, acabamos cortando o diálogo necessário. No entanto, essa ação só colabora para o aumento dos casos, pois as pessoas muitas vezes não sabem que podem procurar ajuda.

 

Segundo a Organização mundial da Saúde (OMS), os idosos correspondem à faixa etária de maior risco para o suicídio. No Brasil, a taxa de mortalidade entre pessoas com mais de 70 anos chegou a 8,9 a cada 100 mil habitantes entre 2011 e 2015.

 

Campanha

Buscando trazer luz para um assunto tão complexo e urgente, é que a Campanha Setembro Amarelo foi criada em 2015, com organização do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). A ideia é divulgar a causa intensamente durante o mês, já que no dia 10 é celebrado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

 

Desde junho deste ano, o número 188 está disponível em todo o Brasil para atender pessoas que precisam de auxílio ou somente conversar com alguém. A ligação é gratuita e funciona 24h. O CVV ainda disponibiliza atendimentos presenciais, por chat e por e-mail. De acordo com a OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser evitados.

 

Assédio Moral

Não há dados específicos que correlacionem o assédio moral ao suicídio, porém, segundo o CVV, o assédio moral deve ser reconhecido e combatido, pois afeta diretamente a vida do indivíduo causando danos às relações interpessoais, à saúde e até à identidade da pessoa. Os sintomas surgem de acordo com a intensidade e duração da agressão: em forma de dores generalizadas; palpitações; distúrbios digestivos; dores de cabeça; hipertensão arterial; alteração do sono e do humor; abandono de relações; isolamento; síndrome do pânico; estresse; esgotamento físico e mental; perda do significado do trabalho; depressão e, em casos extremos, o suicídio.

 

A falta de regulamentação e combate a essa prática abusiva pode levar muitos servidores a esse trágico resultado. Há 7 anos, o tema é objeto de descaso no MPMG.

 

Preocupado com a saúde e vida dos servidores, o SINDSEMPMG adere a campanha e permanece cobrando nas reuniões com a Administração Superior, o cumprimento da Lei Complementar 116/2011 - que trata da prevenção e do combate ao assédio moral no âmbito da Administração Pública estadual - com a edição do ato normativo regulamentador interno.

 

O SINDSEMPMG tem divulgado a importância de se identificar corretamente e denunciar a prática ilícita. Se você for vítima ou perceber comportamentos abusivos que possam ser classificados como assédio moral ou sexual, denuncie ao sindicato: (31) 2555-0051 ou através do e-mail juridico@sindsempmg.org.br.

 

 

Junte-se à nós e ajude a prevenir o suicídio, afinal, falar é a melhor opção!

 

 

*Precisando conversar? Acesse https://www.cvv.org.br/ e veja as formas de atendimento disponíveis. 

 

Publicado em 05/09/2018 às 15:45

Compartilhar

Notícias relacionadas